Sem festa, dependências da AABB são depredadas

Secretaria do Clube foi invadida e equipamentos foram roubados

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Postagem original em 21/02/2011 19:47 – por: Roberto Martins

No chão havia vidros, restos de garrafas quebradas, peças de xadrez, fichas, troféus, um relógio de parede destruído…

O portão menor de acesso da entrada do clube fora completamente arrancado. Parte do telhado da casinha da Bilheteria estava desmanchado. Depósito invadido e remexido. Porta e janela da Secretaria arrombada. Lá dentro, arquivos e muitos objetos revirados.

O mármore do balcão do bar estava quebrado e a grade arrancada, possivelmente, com uma barra de ferro, ainda ao chão, usada como pé de cabra. A vidraça da doceira estilhaçada. Quebrados também estavam a geladeira e o armário da cozinha.

Esta é uma breve descrição do cenário visto na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) de Irará na manhã desta segunda-feira, dia 21.

O clube ficou assim após a invasão de pessoas insatisfeitas com a não realização da Festa denominada de “Amassa a latinha – A Festa”, programada para acontecer no clube na Tarde deste Domingo, dia 20.

Balanço

Com voz melancólica, às vezes até se partindo, Ricardo Guimarães, gerente da AABB, apresenta uma espécie de saldo da destruição. Sem números precisos às mãos ele lista alguns equipamentos levados na noite de domingo:

“levou micro-ondas, mesa de som, tweeter, alto falante da caixa de som… levou um som 3 em 1 CCE, levou impressora, CPU do Computador, todas as bolas de Futebol e Futsal, Notebook (da AABB Comunidade), Coletes…”

Ainda segundo o gerente, também foram levadas duas freezes que deveria ser de propriedade dos produtores do evento. Sem cálculos oficiais, Ricardo Guimarães estima que o prejuízo deva chegar a cerca de R$ 15 a 20 mil, “por baixo”.

Até as 13h, quando foram coletadas as informações, a perícia técnica ainda não havia sido realizada, pois era aguardada a chegada dos agentes. O gerente já havia registrado queixa na delegacia local contra a empresa produtora da festa e o seu representante.

Produtores

Ricardo Guimarães informou que o contrato de aluguel do clube, para realização do evento, foi assinado em nome da Empresa RM Produções, com sede na Av. Maria Quitéria, nº 3194, em Feira de Santana, Bahia.

Segundo o gerente, neste documento reza que os contratantes (A Produtora) eram os responsáveis pelo clube e, conseqüentemente, pelo ocorrido. “Eles são responsáveis, porque houve o depredamento, porque não houve a festa”, disse.

Guimarães contou que foi procurado por Gutenberg, da Rádio Comunitária de Santanópolis, para alugar Clube. Ele fala que o mesmo lhe deu boas referências da RM e do se representante, Jeferson, amigo de Gutenberg. O contrato foi feito, os produtores pagaram 50% antecipado e lhe informaram que não se preocupasse com a segurança, porque eles trabalhariam com 70 homens.

A Festa

O “Amassa a Latinha – A Festa” tinha como atração principal a banda de Pagode Black Style, mas ninguém teve notícias de que a banda tenha chegado a Irará em algum momento.

A não aparição da banda deu margem à informações não confirmadas, sobre o adiantamento com um cheque sem fundo, que teria sido emitido pela Produção para a banda.

Assim como atração principal, também não apareceu equipamento de sonorização para a realização da festa. Ricardo Guimarães diz ter recebido informações de que o produtor do evento ainda tentou contratar, na hora da festa, um serviço de sonorização da cidade, mas, sem sucesso, resolveu fechar o clube e foi embora.

Por volta das 19:45, o gerente foi informado que o clube estava sendo depredado. Ele tentou contato com a polícia por telefone, mas foi informado que os policiais estavam em diligência e, por isso, não tinham como atender ao chamado. Quando a polícia e, mais tarde, o gerente chegaram ao clube, a depredação já havia ocorrido.

Funcionamento

A abertura da Jornada Pedagógica, que estava agenda para acontecer nesta terça-feira, dia 22, foi adiada para o dia 28 e não mais acontecerá na AABB. O clube voltará ao funcionamento normal ainda nestes “dois dias”, mas somente a parte das piscinas. De acordo com o gerente, a parte do bar e a parte dos jogos, “todos destruídos”, terá funcionamento depois.

Quanto a realização de festas na AABB, Ricardo Guimarães diz que “vai dá uma parada”. Ele informa que já há uma festa agendada para o Sábado de Aleluia. Segundo disse, este evento já tem contrato assinado e primeira parte do pagamento do aluguel efetuada, mas será preciso conversar com os Produtores, para saber se vai ser possível a realização do mesmo.

Além dos danos físicos, o episódio deve prolongar as dificuldades financeiras da AABB. Ricardo Guimarães fala que o clube “fecha todo mês no vermelho”. Ele diz que a Associação está em debito com o INSS e que tem parcelamento de IPTU para pagar, entre outras despesas de manutenção, que juntas variam entre R$ 8 a R$ 10 mil mensais.

As receitas do clube são provenientes dos alugueis para eventos e das contribuições mensais dos associados. Agora no verão o clube chegou a ter cerca de duzentos associados, que contribuem com R$ 30,00 (sócio comunitário) e R$ 20,00 (sócio individual), todo mês. Embora esteja presente no nome do Clube, “o Banco do Brasil não dá um tostão” para o funcionamento do mesmo, diz o gerente.

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