Kitute conta sua resenha do São João e ganha Pen Drive da Petrobrás

Postagem original em 21/07/2011 18:40 – por: Roberto Martins 

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Cordelista narrou espécie de transposição da Lagoa para o Casarão dos Nogueira

O cordelista Kitute de Licinho foi o vencedor da Promoção “Conte sua Resenha”, realizada pelo Portal Iraraense, com inscrições encerradas no último dia 17 de julho.

A promoção tinha como prêmio um pen drive estilizado, oferecido pela Petrobrás, e intencionava estimular a escrita de resenhas, reais ou fictícias, sobre o São João de Irará 2011.

Kitute escreveu o texto “A lagoa de Irará no casarão dos Nogueira”. A resenha conta como na noite de São João, ao procurar um lugar para fugir de um aperto fisiológico, o cordelista deu de cara com algumas situações inusitadas.

Para preparar o espírito do leitor, logo no começo da sua narrativa Kitute já sinaliza o que vai contar e avisa: “dessa, nem o melhor roteirista ou cordelista poderia imaginar, mas felizmente eu pude presenciar e venho aqui contar à vocês”.

Leia resenha de abaixo:

“A lagoa de Irará no casarão dos Nogueira.”

Eu adoro criar histórias e pensei em algo fictício pra concorrer a esse pen drive, mas fui agraciado com um acontecimento inusitado durante o São João. Uma história verídica dessa, nem o melhor roteirista ou cordelista poderia imaginar, mas felizmente eu pude presenciar e venho aqui contar à vocês, o que nem mesmo as notícias mais surpreendentes publicadas no http://www.iraraense.com, poderia se comparar.

Tava em pleno desfile do arrastão do bloco Jeguerê. Quando me vem de súbito, uma imensa vontade de ir ao banheiro. Claro que se fosse uma vontade de fazer um simples xixizinho, a coisa se resolveria por ali mesmo em qualquer canto, como infelizmente é da cultura dos homens, resolver suas necessidades urgentes feito cães ao pé de qualquer poste. Mas o buraco era realmente mais embaixo e para me livrar desse “aperto”, precisaria de algum lugar mais reservado.

Como o bloco já tava andando e pra fazer uma necessidade dessa, a gente ñ pode pedir à qualquer pessoa, primeiro pelo pedido já ser por demais constrangedor e depois por medo do que poderia estar por vir, já que depois de alguns dias de exagero em comidas típicas da época e um abuso do álcool, principalmente licor. Eu tinha medo do que poderia estar por vir e eventualmente lançar dentro da casa da alma solidária que me socorreu, um desagradável odor.

Pois bem, pensei em me segurar até lá na cajaeira, onde poderia me dispersar pra algum canto ou mesmo tentar chegar até em casa. Quando o bloco chegou à altura da praça do coreto eu já tava suando frio, tava parecendo aqueles bonecos da Petrobrás que enfeitavam a cidade, com meus olhos esbugalhados que nem eles. Quando foi chegando perto da casa de Drº Deraldo a coisa literalmente apertou.

Olhei pra um lado e pro outro e não vi alternativa. Me veio no pensamento o lugar mais próximo e viável para essa seção do “descarrego” ( a “Casa da Cultura” claro!), voei pelo beco onde funcionou a sede do Jeguerê e passei correndo pelo beco onde estava o parque.

Ao chegar perto do casarão, lembrei que o portão poderia estar trancado e já fui pensando no plano B. Já estava olhando com simpatia pro jardim da barra quando percebi aliviado que o portão estava aberto, entrei correndo e já me deparei com um casal no canto quase consumando um ato de amor logo naquele canto a esquerda de quem entra.

Pra não atrapalhar e não me tornar testemunha involuntária daquela cena e pensando na minha agonia, corri pro fundo do casarão. Quando cheguei, antes mesmo de tirar a bermuda, ativei a lanterna do celular pra achar o melhor lugar e menos arriscado também, nisso percebo que onde estou pisando, o chão está mole e alagado, levanto a luz um pouco mais pra ver de onde vinha tanta “água” e me deparo com uma das visões mais marcantes da minha vida.

Oito mulheres agachadas e perfiladas lado a lado fazendo xixi em primeiro plano e duas mais atrás na mesma situação.

Quando a luz da lanterna as alcança, ouço um grito uníssono e ensurdecedor vindo delas. AAAAAAAAH!! Passo mais uma vez a lanterna pra acreditar e por um pouco de curiosidade. Claro que cenas como essa não é todo dia que se vê né? E a resposta ao facho de luz vem em forma de outra gritaria, AAAAAAAAH!!

Diante daquelas mulheres rindo e gritando, cada uma com seu “três olhos” me fitando, até o aperto que me consumia passou. Pra quebrar o clima “tenso”, resolvo bancar o espirituoso e grito:“- Meninas, por um momento pensei que Derivaldo tinha transferido a obra da lagoa pra cá”.

Elas gargalharam e eu saí calmamente Para a área mais ao fundo, cumprir a missão quase impossível de realizar, mas satisfeito por Presenciar essa cômica cena e ainda trazer comigo uma bela lembrança e uma ótima história de São João.

Notas da Redação:

1 – Vale salientar que o texto fugiu ao regulamento do concurso, pelo fato de ter ultrapassado o limite de 30 linhas, previstos no regulamento. De tal sorte, o internauta Kitute de Licinho não levaria o prêmio. Entretanto, como ele foi o único a enviar um texto para a promoção “Conte sua Resenha” e apresentou um caso inusitado e um tanto quanto cômico, fez por merecer e a Redação resolveu premiá-lo. Além do mais, a estória foi escrita com criatividade, principalmente no cumprimento da clausula de inclusão dos nomes da Petrobrás e do Portal Iraraense.

2 – Nos Festejos Populares de Irará 2011, Kitute ganhou a camisa da “Promoção Capita Folia”, realizada pelo Portal Iraraense. Ao receber o prêmio da promoção “Conte Sua Resenha”, o cordelista lembrou sua outra vitória e brincou: “vou parar de participar para não colocar em risco a idoneidade do site”. A resposta, também em tom brincante, foi para que ele não fizesse isto: “já pensou se você não tivesse mandado texto nesta promoção? Ficaríamos sem inscritos”. O fato preocupou: “onde estão as mentes criativas de Irará?”. Estariam com preguiça de escrever? Foi o prêmio que não estimulou? Seria melhor esquecer promoções que tentem incentivar a criatividade? É melhor optar só por promoção do tipo “qual foi a cor da camisa…”, sem regulamento, sem regras, etc, etc? enfim… um caso a se pensar…

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