Dida quer jogar por mais dois anos e, pelo goleiro, o Vitória está na fita

Postagem original em 24/12/2011 10:35 – por: Roberto Martins
Na volta, foi finalista do Brasileiro pelo Vitória. Depois, brilhou por Cruzeiro e Corinthians até ser titular do Milan, da Itália, por uma década

Marcelo Sant’Ana | Correio 24Horas
marcelo.santana@redebahia.com.br

Aos 38 anos, Nelson de Jesus Silva mantém a timidez de quando tinha 19. A diferença é que a segunda metade da vida foi intensa e cercada de holofotes e pressão. Em março de 1993, Dida era o goleiro do Brasil campeão mundial sub-20, com 2×1 sobre Gana.

Na volta, foi finalista do Brasileiro pelo Vitória. Depois, brilhou por Cruzeiro e Corinthians até ser titular do Milan, da Itália, por uma década.

Esteve por três vezes na Copa do Mundo: terceiro goleiro em 98; reserva no penta, em 2002, e titular em 2006, quando, ao lado dos zagueiros Lúcio e Juan, foi poupado por torcida e crítica pela eliminação contra a França.

Embora parado há 1 ano e meio, desde a saída do Milan, Dida diz que não está aposentado. No Super Desafio de Natal, falou em jogar mais dois anos. E contou mais…

Por quê sumiu do mercado?
(Risos) Eu sou desta maneira, sempre fui assim e trabalho desta maneira. Eu acredito que a qualquer momento pode surgir uma novidade. Tem pessoas trabalhando fora e espero resolver minha vida, indo para um time encerrar minha carreira.

Você espera jogar na Série A do Brasileiro, na Europa…
A gente está conversando e eu não posso dizer o time. Eu só queria voltar ao Brasil e tem quatro meses que estou aqui. Quero trabalhar forte para conseguir uma equipe.

Ídolo de Vitória, Corinthians e Cruzeiro. Quem tem vantagem?
(Risos) Tem isso, né? As três partes foram importantes na minha carreira. Quem sabe não é uma delas?

Qual a lembrança mais marcante do Vitória?
O Vitória é meu começo. Começar no Vitória foi muito importante para minha carreira. Todos aqueles que me apoiaram no início colaboraram para meu crescimento profissional. Ainda lembro da diretoria, funcionários e todos que trabalharam comigo.

Com quem você ainda mantém contato? É só Eduardo Bahia (preparador de goleiros) ou tem mais?
Eduardo Bahia sempre foi o meu contato na Bahia. Sempre que vim, eu tive oportunidade de estar trabalhando com ele. Foi meu primeiro técnico desde a base e fiquei muito feliz por ele ter voltado ao Vitória, pois fiquei sabendo hoje (quinta, no Super Desafio). De repente, quem sabe eu não posso reencontrá-lo e trabalhar junto com ele?

Quando você era garoto na Toca, pensou em chegar tão longe? Conseguir é outra coisa…
Não, não… A gente sempre tem metas profissionais, né? Eu acredito que, trabalhando, fui conquistando meu espaço e cheguei até onde cheguei.

Qual time que o Dida jogou foi melhor: o Corinthians campeão do mundo ou a Seleção Brasileira do penta?
(Risos) Isso eu não sei definir. Sei que sempre dei o meu melhor e trabalhei muito para conquistar meu espaço e os títulos. Fico feliz por ser lembrado desta maneira e os clubes por onde passei contribuíram muito para tudo.

A família Scolari era diferente mesmo?
A gente era bastante unido e demonstramos a completa união dentro e fora de campo. Acho que foi isso. Scolari conseguiu fazer realmente uma Seleção para conquistar o Mundial.

Notícia do Correio 24Horas

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