A morte e a morte de ACM

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D. Arlete Magalhães [viúva] participa da celebração eucarística em memória do senador Antonio Carlos Magalhães
Jorge Alfredo fala sobre documentário não finalizado
O cineasta Jorge Alfredo começou a gravar um documentário sobre o senador Antônio Carlos Magalhães – ACM que não foi adiante. A saga, para a produção do filme que seria intitulado de “A morte e a morte de ACM”, foi iniciada em 2002, quando o “Cabeça Branca” ainda era vivo e fazia campanha para senador.

Convidado para trabalhar na campanha política do grupo carlista naquele ano, que tinha Paulo Souto como candidato ao governo, Jorge conseguiu autorizações do próprio ACM para produzir o filme. Ele conta ter alertado ao senador que não se tratava de um trabalho institucional.

“Vou logo avisando que os seus inimigos terão voz… Ele deu uma risada marota; “É só combinar e agendar. Vamos fazer esse documentário, sim!”, lembra o cineasta, confessando que já estava perplexo por ter sido autorizado a fazer o filme.

Título

O nome do filme foi inspirado em uma conversa com o escritor Fernando Morais. O autor de “Olga” teria dito a Jorge Alfredo que ACM era um personagem fascinante e que se “Jorge Amado, já não tivesse criado o título A Morte e a Morte de Quincas Berro D´água”, ele se atreveria a intitular a biografia do Senador como as cinco mortes, ou as seis, as sete mortes de ACM”.

Morais baseava seus argumentos nas vezes em que a imprensa já havia anunciado a “morte” do senador, diante de episódios como a derrota para Waldir Pires em 1986, a perda do filho Luís Eduardo e o escândalo dos grampos telefônicos, entre outros.

O cineasta diz que, tudo que era necessário para fazer o filme aconteceu. ACM concedeu entrevista, viajou para o sertão de Canudos com o cineasta, e até imagens de arquivo foram recuperadas, etc. No entanto, diante do título, “as coisas começaram a desandar”.

Natimorto

Jorge lembra que o título “assustava por demais” aos assessores do senador, apesar do próprio ter achado graça e feito a ligação imediata a Jorge Amado. E explica que “como o material gravado pertencia à Propeg (agência de publicidade) nada foi adiante”.

Jorge termina o post contando que “quando ACM morreu de verdade, Fernando Barros”, o procurou. O cineasta então respondeu a Barros, presidente da Propeg (Agência de Publicidade) que o filme só havia sentido com ACM vivo. Assim “A Morte e a Morte de ACM” morreu antes mesmo de nascer.

Leia Texto de Jorge Alfredo na integra [clique aqui!]
Foto – Valter Pontes/Coperphoto / Flicker Creative Commons

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